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Caminhos das Águas 2026 dá início a trilhas formativas presenciais
Depois da conclusão bem-sucedida da primeira etapa formativa on-line, que reuniu 114 participantes de 13 instituições de ensino superior entre os últimos meses de março e abril, o projeto Caminhos das Águas: Fortalecendo Fazeres e Saberes Artísticos e Culturais 2026 entra em sua fase mais aguardada: a realização da trilha formativa presencial “Educação dos Sentidos para fazer sentido”. Destinada a agentes culturais locais - artesãos, artistas, educadores, arte-educadores e educomunicadores -, a etapa formativa será promovida nos territórios das Instituições de Ensino Superior (IES) selecionadas.
Os participantes receberão certificado de extensão universitária e desenvolverão projetos culturais autorais que poderão ser submetidos ao edital Olhinhos d'Água, com chance de apoio financeiro e pedagógico para implementação em suas comunidades. Os educadores-articuladores que conduzem as formações recebem bolsa, verbas de custeio e certificado de curso de aperfeiçoamento, além de participação no Seminário Caminhos das Águas.
Formações em campo
As ações presenciais serão executadas pelas quatro instituições selecionadas no final da primeira etapa - Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA); Universidade Federal do Cariri (UFCA); Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e Instituto Federal da Paraíba (IFPB) -, além da própria Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), parceira do Ministério da Cultura (MinC) na realização da segunda edição do Caminho das Águas.
* Diamantina / MG
Logo após o Encontro Ampliado Caminhos das Águas, ocorrido em 27 e 28 de abril, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) da UFVJM iniciou a formação no Espaço Mocrico, localizado no Bairro Rio Grande, território de profunda riqueza histórica e cultural. As atividades, que continuam nesta semana, reúnem teoria e prática em produção cultural, economia criativa, gestão de projetos e mobilização artística. Ao final da formação, os participantes apresentarão suas propostas culturais em mostra pública, com cerimônia de certificação.
Data: 28 a 30 de abril | 7 a 9 de maio
Horário: 14h às 18h
Local: Espaço Mocrico
* Alter do Chão / PA
A UFOPA conduz a formação em Alter do Chão, distrito de Santarém, uma das regiões de maior biodiversidade e diversidade cultural da Amazônia.
Data: 11 a 17 de maio
Horário: 9h às 12h
Local: Campus UFOPA
* Juazeiro do Norte, Crato e Brejo Santo / CE
A UFCA realiza a formação em três municípios do Cariri cearense, contemplando espaços de forte identidade cultural e territórios indígenas. A distribuição territorial da formação no Ceará evidencia o compromisso do projeto com a interiorização das políticas culturais e o reconhecimento dos saberes indígenas do sertão nordestino.
Data: 12, 19 e 26 de maio
Local: Campus da UFCA - Juazeiro do Norte
Data: 13, 20 e 27 de maio
Local: Comunidade indígena do Poço Dantas - Crato
Data: 14, 21 e 28 de maio
Local: Escola indígena Isú-Kariri - Brejo Santo
Horário: 14h às 17h (todos os locais)
* São Gabriel / RS
A UNIPAMPA realiza sua formação na Tekoa Jekupe Amba - Aldeia Morada do Guardião. A iniciativa capacita agentes culturais, artistas, artesãos e mestres dos saberes e da cultura Guarani, promovendo autonomia na gestão cultural de suas comunidades.
Data: 9 a 13 de maio
Local: Tekoa Jekupe Amba - Aldeia Morada do Guardião
Horário: 8h às 17h30
* Paraíba
O IFPB, selecionado na classificação geral da primeira etapa, ainda está em processo de agendamento conjunto com os agentes culturais locais. As datas e o território de realização da formação serão divulgados em breve.
Caminhos das Águas

A segunda edição do projeto Caminhos das Águas: Fortalecendo Fazeres e Saberes Artísticos e Culturais é uma ação do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), em parceria com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), sob a coordenação da Diretoria de Cultura da Proexc/UFVJM.
O projeto parte do princípio fundamental de interiorizar as políticas públicas de cultura, levando formação e recursos diretamente às raízes, ou seja, aos agentes culturais de territórios historicamente marginalizados. Como explicou a coordenadora-geral Rosi Bechler ao fim da primeira etapa, “a iniciativa funciona como um ‘sistema de irrigação capilar’: em vez de concentrar esforços em áreas já consolidadas, utiliza educadores-articuladores para chegar onde a cultura pulsa com menos apoio institucional”.
A terceira e última etapa será a premiação cultural Olhinhos d'Água, que oferecerá apoio financeiro e pedagógico para que pelo menos 10 projetos autorais criados durante as formações sejam efetivamente implementados nas suas comunidades de atuação.
Por Coordenação-geral do projeto Caminhos das Águas 2026