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UFVJM reorganiza setores administrativos para otimizar capacidade institucional

publicado: 10/05/2021 16h53, última modificação: 10/05/2021 17h44
Um dos objetivos é melhor indicadores de desempenho e qualidade institucional

A atual organização administrativa da UFVJM está superada e isso tem contribuído, expressivamente, para a frágil situação dos nossos indicadores de desempenho e qualidade institucional, a exemplo dos seguintes índices:

  • Índice Geral de Cursos (último lugar entre as 11 Ifes de Minas Gerais);
  • Índice de Capacidade em Gestão de Pessoas (13%);
  • Índice de Governança e Gestão de Tecnologia da Informação (27%);
  • Índice Integrado de Governança e Gestão Públicas (30%);
  • Índice de Capacidade em Gestão de Contratações (30%).

 

Pelos critérios estabelecidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), os percentuais nas faixas de classificação 0 a 14,9% e 15 a 39,9% correspondem a desempenho inexpressivo e inicial, respectivamente, conforme Levantamento de Governança e Gestão Pública n.º 2699/2018.

 Por sua vez, a capacidade institucional mantém estreito vínculo com a capacidade de planejamento e de gestão administrativa, razão pela qual a equipe da alta administração está implantando a política de gestão por processos e gestão por competências.

No escopo de fortalecer a capacidade institucional, o Decreto Nº 9.739, de 28 de março de 2019, oportuniza às instituições revisar sua estruturação organizacional administrativa, por meio de dispositivos legais que visam, entre outras ações:
I - Aumento da eficiência, eficácia e efetividade do gasto público e da ação administrativa;
II - Compartilhamento, simplificação e digitalização de serviços e de processos e adesão a serviços e sistemas de informação disponibilizados pelos órgãos centrais dos sistemas estruturadores;
III - Desenvolvimento e implantação de soluções de inovação.

Para fortalecer a capacidade institucional, vários instrumentos podem ser utilizados, tais como:
I - Criação e transformação de cargos em comissão e função de confiança;
II - Criação, reorganização e extinção de órgãos e entidades;
III - Contratação de pessoal com a finalidade de atender à necessidade temporária de excepcional interesse público.

Salienta-se que a organização administrativa deve constar no regimento interno e estar cadastrada no Sistema de Organização e Inovação Institucional do Governo Federal (Siorg). A alocação ocorre por meio de portaria exarada por autoridade máxima do órgão ou da entidade.

Alinhado à implantação da política de capacidade institucional, o Comitê de Governança, Integridade, Riscos e Controles (CGIRC) tem pautado temáticas de alta relevância para a UFVJM, em atendimento às diretrizes do Ministério da Economia, Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União.

Tudo isso ratifica evidente necessidade de revisão, criação e extinção de setores administrativos. Existe expectativa, de longa data, pela criação de alguns setores, a exemplo dos seguintes:
I - Diretoria de Planejamento Institucional;
II - Unidade de Integridade;
III - Diretoria de Convênios e Projetos;
IV - Diretoria de Serviços;
V - Diretoria de Produção das Fazendas Experimentais.

“Esta última, com o fito de atender às demandas do restaurante universitário do Campus JK: um sonho de milhares de estudantes e servidores”, enfatiza a pró-reitora de Assuntos Comunitários e Estudantis, professora Jussara Barbosa Fonseca.

“Por iniciativa das Pró-Reitorias de Gestão de Pessoas (Progep), de Administração (Proad) e de Planejamento e Orçamento (Proplan) e da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) instituímos um escritório especializado em mapear processos, através da portaria do Escritório de Processo, visando à unificação e sistematização de dados. Com isso equacionaremos demandas que há anos aguardam numa fila de espera. Este momento é histórico para a UFVJM”, comenta João Paulo Santos, membro da equipe de trabalho.

Com a implementação da cultura de gestão por competências, será possível a execução gradual do dimensionamento da força de trabalho do pessoal técnico-administrativo, além de corrigir distorções e déficits setoriais, trazendo, por conseguinte, melhorias ao ambiente de trabalho e na qualidade de vida do servidor e, sobretudo, garantir a almejada eficiência dos serviços aos nossos usuários, em especial aqueles da própria comunidade acadêmica.

“Todas essas ações estratégicas são extremamente necessárias para a nossa UFVJM demonstrar seu real potencial à sociedade”, conclui o reitor Janir Alves Soares.

 

Por Reitoria