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Professora do Campus do Mucuri é destaque em prêmio da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica

publicado: 17/11/2020 15h25, última modificação: 17/11/2020 16h34
Vanessa Follmann conquistou menção honrosa pela tese Teoria do Subdesenvolvimento de Celso Furtado: criatividade e contraposição a interpretações neoclássicas

A tese de doutorado da professora do Departamento de Ciências Econômicas do Campus do Mucuri da UFVJM, Vanessa Follmann Jurgenfeld, conquistou menção honrosa no 3º Prêmio Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE) de Tese e Dissertação. A divulgação foi feita no último dia 12 de novembro, e pode ser conferida aqui.

O trabalho, com título Teoria do Subdesenvolvimento de Celso Furtado: criatividade e contraposição a interpretações neoclássicas, foi orientado pelo professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE-Unicamp), Wilson Cano.

De acordo com a professora Vanessa, a menção honrosa concedida pela ABPHE foi muito importante porque essa entidade reúne os principais pesquisadores dessa área no país, e essa escolha passou pelo crivo de uma banca de especialistas escolhidos pela própria ABPHE. “A menção honrosa é um reconhecimento da qualidade do trabalho, cujo mérito certamente também cabe ao saudoso orientador Wilson Cano, que foi um intelectual incansável no debate sobre o subdesenvolvimento brasileiro e sobre a questão regional”, comemora Vanessa.

A professora também destaca a importância do afastamento para qualificação, por 2 anos, concedido pela UFVJM e pelo Departamento de Ciências Econômicas. “Isso muito contribuiu para a realização da tese”, disse.

A pesquisa 

De acordo com a professora Vanessa Follmann Jurgenfeld, Celso Furtado é reconhecido como um dos principais intérpretes do Brasil. “No ano de 2020, ele completaria 100 anos. Além de publicar mais de 30 livros, traduzidos em vários idiomas, Furtado fez parte de alguns governos ao longo da história do país, sendo responsável pela criação da Sudene, diretor do BNDES, além de Ministro do Planejamento e Ministro da Cultura. Foi exilado em 1964 pelo golpe civil-militar, tendo passado parte da sua vida na França”, informa. 

A professora explica que “apesar de muito estudado e reconhecido internacionalmente, ainda havia a necessidade de compreender a criação da sua teoria do subdesenvolvimento brasileiro, identificando sua originalidade e como essa construção foi feita também a partir de uma contestação às concepções pré-estabelecidas, ou seja, criada em oposição às interpretações neoclássicas do crescimento econômico, que, na sua visão, não só traziam um diagnóstico equivocado sobre a realidade dos países atrasados, mas também se equivocaram sobre as proposições de superação desse atraso”. 

Saiba mais sobre o Prêmio Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE) de Tese e Dissertação aqui.